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NOTÍCIAS
03-07-2017 16:07
ENTREVISTA - O novo Kajuru, velho de guerra

O jornalista mais votado na eleição a vereador no ano passado, amplia seu destaque

Kajuru não é mais aquele. Kajuru mudou. Decerto que para melhor. Na verdade, ele ainda está em processo de mudança. Uma obra em andamento, a work in progress, como se diz lá nas estranjas. Aquele radialista desaforado, fanfarrão, histriônico, gabola, leviano e rancoroso não existe mais. É o próprio Kajuru que o diz nesta entrevista que concedeu ao Diário da Manhã, na reta final do mês de junho.
Não foi uma entrevista totalmente pacífica. Kajuru, ainda que na sua nova versão diet, não é fácil. A patota aqui do DM também não é. Nunca deixa barato. Mas, calma, ninguém morreu! No fundo, parece até que Kajuru gosta de ser provocado. A provocação o estimula.


O que mudou substancialmente em Kajuru foi a postura. No essencial, ele continua fiel aos seus princípios, às suas ideias políticas. O que mudou é que ele amadureceu. Atingiu aquela compreensão de que, na vida pública, divergências políticas não implicam desavenças pessoais. O político maduro sabe divergir com argumentos de qualidade, sabe refutar com elegância e criticar com benevolência. Até entre guerreiros bárbaros havia lugar para certa cortesia em face dos inimigos. Afinal, desde os tempos da pólis grega, o objetivo da política é encaminhar soluções para problemas coletivos e não, como supõem os desavisados, destruir os discordantes. Quando o fanatismo e a intolerância tomam o lugar do cavalheirismo, a política salta pela janela lateral e a guerra entra pela porta da frente.


Jorge Kajuru ainda se constrange um pouco ao ser chamado de político. Ele prefere se apresentar como “servidor público”, uma pessoa que se empenha em servir a sua comunidade representando-a da melhor forma possível nas instâncias de poder. Mas isto é justamente a melhor definição do político. O verdadeiro político, aquele vocacionado para o serviço público, nada tem a ver com a figura do charlatão interesseiro, que faz da vida pública extensão de seus negócios particulares, e que aceita propina. Esta imagem do político, tão difundida hoje em dia, leva a que os políticos sérios acabem envergonhados de ser apontados como “políticos”. A grande mídia, os programas de humor e os condutores de talk shows, ratinhos de auditórios e outras burlesqueries, contribuíram, e como!, para deseducar politicamente o povo, na difusão de preconceitos que nivelam por baixo todo aquele se dedica à causa pública.


É por isso que Kajuru tenta, um tanto cabotinamente, divulgar sua decisão de dispensar regalias e até o seu salário de vereador. Acha que a ampla divulgação desta sua postura pode servir de exemplo para outros. Não há nada de intrinsecamente errado em vereador receber remuneração por sua atividade parlamentar, sobretudo se esta atividade é sua única ocupação profissional. Mas o melhor exemplo que dá Kajuru é sua assiduidade às sessões, sua intervenção em todos os debates. Ele é, até agora, o recordista de apresentação de proposituras. Um de seus projetos, o que estabelece um instituto de tratamento e prevenção de diabetes, recebeu a unânime aprovação de seus pares. E ganhou apoio até do governador Marconi Perillo, de quem Kajuru foi inimigo figadal até dias atrás.


Agora Kajuru se lança candidato ao Senado. Ou melhor, admite que é postulante. Em virtude de uma lei burra que penaliza a chamada “antecipação de campanha”, esta jabuticaba jurídica que engessa o necessário debate político, ele não pode ainda se dizer candidato. Mas é. Nós o dizemos. Ele quer fazer uma campanha sóbria, sem gastança. Pretende, na medida de suas possibilidades, visitar os eleitores nos municípios, mas acredita mesmo é na enorme audiência que possui nas redes sociais. Aliás, ele se jacta de ser o político goiano mais influente nas redes sociais. Afirma ter mais seguidores e mais visualizações do que Marconi, Caiado e tutti quanti.


Kajuru vai fazer o que lá no Senado? Ele ainda está na fase de elaboração de sua plataforma. Mas já tem algumas posições definidas. Ele é, por exemplo, contra as reformas de Temer, a trabalhista e a previdenciária. Defende a substituição do nosso presidencialismo semimonárquico pelo parlamentarismo, com parlamentares eleitos por um sistema eleitoral que adota o voto distrital e o proporcional, o chamado “distrital misto”.
O melhor da entrevista segue abaixo. Não é o texto integral, pois a conversa durou mais de uma hora. O texto, evidentemente, foi editado. Suprimiu-se alguns coloquialismos em favor da clareza e da exatidão. Desbastou-se as repetições e as ênfases inúteis. No essencial, Kajuru é o que aí está, não totalmente cru, mas de alma nua, autocrítica, rudemente franca. O que aí temos é a manifestação de um homem que se fez juiz impiedoso de si mesmo, que luta aos trancos para se elevar espiritualmente, que busca a excelência na política, aquela excelência que venha dar-lhe o galardão dos estadistas. É onde ele quer chegar.

Kajuru foi sabatinado pelos repórteres Helton Lenine, Hélmiton Prateado, Helvécio Cardoso e Welliton Carlos.

O mais votado, em Goiânia,para o Legislativo municipal,pode ser o mais votado, em
Goiás, ao Senado Federal. (FOTOS: ANDRÉ COSTA)


A ENTREVISTA


Welliton Carlos – Acha que a postura que o senhor vem mantendo na Câmara Municipal de Goiânia projeta seu nome para uma disputa para o Senado?
Kajuru – Sim. Eu me preparei muito. Comecei em 2013 a estudar, a ler mais, a entender, a compreender, a rever aqueles erros de jornalista do campo investigativo, que eu sempre fui, que só buscava o denuncismo pelo denuncismo. Todo dia a gente acorda querendo atacar alguém. Essa reflexão que eu fiz foi importante. A Câmara esperava um Kajuru que chegasse lá para brigar. Tanto que falaram que eu seria cassado em um mês. Eu fui lá e mostrei aos velhos e aos novos que eu vim para que briguem as ideias, não os homens. Fui lá com proposituras. Ninguém apresentou mais projetos de lei e requerimentos do que eu.


Helvécio Cardoso – E o senhor começou a se relacionar de forma conflituosa com seus colegas…
Kajuru – Hoje eu convivo muito bem, por exemplo, com meus adversários, como a Doutora Cristina, a Priscila Tejota, que são 100% marconistas. Nossa convivência é respeitosa e já viramos até amigos! Pensamos igual em muitas coisas.


Helvécio Cardoso – Seria o caso do Instituto de Tratamento da Diabetes, que o senhor propôs?
Kajuru – Os 35 vereadores aprovaram, porque eu mostrei que aquilo não é uma causa minha, mas da humanidade. Tanto que o governador Marconi Perillo, e agradeço a iniciativa dele, mandou me dizer que o Estado iria bancar o Instituto. Será o primeiro do gênero no Brasil, se Deus quiser.


Helvécio Cardoso – Nos seus tempos de radialista…
Kajuru – Morreram!


Helvécio Cardoso – …o senhor era muito criticado por converter divergência política em questão pessoal, em animosidade. Quem pensava diferente do senhor era encarado como inimigo. O senhor ainda é assim?
Kajuru – De forma alguma!


Helton Lenine – É possível conviver civilizadamente com quem pensa diferente?
Kajuru – É como eu penso.


Welliton Carlos – O que o senhor fez para superar seu antigo modo de agir e pensar?
Kajuru – A terapia me ajudou muito. Faço psicanálise com o Dr. Arnaldo Madruga, terapeuta freudiano. Foi Marília Gabriela quem me convenceu que eu devia fazer análise. Fui radicalmente contra. Depois acabei fazendo. O convívio com bons amigos, como Siro Franco, o Fernando Gabeira, o Ivan Lins, que é meu padrinho de casamento, com os quais eu discutia muito sobre política, também me ajudou muito. Fez-me esquecer aquele lado de rancor. Eu era mais ou menos como aqueles políticos antigos, que guardavam o rancor no freezer. Ressentimento feroz, mesquinho!


Helvécio Cardoso – O senhor ainda está ressentido com Marconi Perillo? Ainda existe mágoa?
Kajuru – Existe nada! Existe uma posição minha, política, de oposição a muitas ações do governo dele. Do ponto de vista pessoal, acabou. Não existe mais nada!


Helton Lenine – O que levou vocês dois a ficarem inimigos?
Kajuru – Hoje eu sei que muita coisa que creditavam a ele, e colocavam na minha cabeça, era corda que punham no meu pescoço. E eu acabei me enforcando. E sendo movido a processo, um atrás do outro, porque eu o ofendi, evidentemente. Hoje, de minha parte, esta questão pessoal acabou. Morreu.


Helton Lenine – Mas no plano político…
Kajuru – Penso que as ações políticas dele estão ultrapassadas. Por exemplo, alimentar o interior com esta campanha “Goiás na Frente”, e achar que isto vai alimentar sua vitória em 2018, é ledo engano. Prefeito nenhum vai convencer a sociedade local a votar num candidato do governador em função do dinheiro que foi aplicado lá na cidade dele.


Welliton Carlos – Como o dinheiro da venda da Celg deveria, então, ser aplicado?
Kajuru – Eu não gastaria este dinheiro com objetivo eleitoral. Temos prioridades urgentes. A segurança pública em Goiás, por exemplo, é uma mentira. Eu admito que a intenção do governador foi a melhor ao nomear o novo secretário de Segurança Pública, mas vejo que o secretário é completamente despreparado. Ele está perdido. Como é que ele faz, no seu discurso de posse, a afirmação de que não precisa de polícia na rua? Falta policial na rua, falta estrutura, falta planejamento. Falta vontade de entender que a população já sai de casa sabendo que vai ser assaltada no ponto de ônibus.


Welliton Carlos – O que o senhor considera “mentira”na segurança pública?
Kajuru – A própria palavra: “segurança”. Ninguém mais tem segurança. Até rico é assaltado na rua, como aconteceu na semana passada, em que um empresário bem-sucedido de Anápolis, e ex-secretário de Estado, o Benjamim Beze, que foi assaltado à porta da Polícia Federal, às 6 da manhã. Se nas áreas centrais está assim, imagine como deve estar na periferia! Goiânia, hoje, virou uma Baixada Fluminense.


Helvécio Cardoso – Acha que poderia fazer melhor do que o atual secretário?
Kajuru – Poderia, claro!


Helvécio Cardoso – E o que o senhor faria?
Kajuru – Primeiro, você teria que saber escolher o secretário. Eu iria estudar muito bem quem seria este homem. Qual seria a equipe com quem vai trabalhar? Garantiria a ele estabilidade no cargo, mas determinaria: “O planejamento é este e você vai ter que cumprir”.


Helton Lenine – Quanto aos outros setores do governo…
Kajuru – Olha, num dia desses eu fui conhecer o Hospital Geral de Goiânia, que é estadual. Eu fiquei impressionado. Eu tinha uma opinião preconceituosa em relação às Organizações Sociais, as OS (encarregadas de gerir os hospitais estaduais). Aquilo, para mim, era um desastre. E agora eu vejo que é o contrário. O HGG é uma referência. Se você consegue acertar na Saúde, por que não pode acertar na Segurança? Claro que pode. Basta ter vontade.


Hélmiton Prateado – A redução do número de atendimentos não o preocupa?
Kajuru – Eu me preocupo com as falhas. Disse isso ao pessoal do HGG. Pude relatar as falhas, mostrar onde a sociedade está insatisfeita. Um dos itens é a questão do atendimento. Eu vejo, porém, que o pessoal do HGG tem uma disposição muito grande para corrigir falhas. Existe boa vontade. É um pessoal idealista.


Welliton Carlos – As OSs então podem ser uma boa solução em termos de gestão?
Kajuru – Pode ser uma solução boa. O HGG é um exemplo que deveria ser seguido. O governador deve dar, ao pessoal do HGG, condições e liberdade para corrigir as falhas que existem.


Helton Lenine – Como o senhor avalia os seis meses iniciais do governo Iris Resende Machado?
Kajuru – Lamento profundamente que o prefeito Iris Resende não tenha mudado com o mundo político, e entendido que o gestor moderno não é mais como esse velho Iris. Iris sempre se preocupa em chegar lá e fazer um caixa, como se fosse uma caderneta de poupança, e deixar a cidade do jeito que está; colapso na saúde, colapso na educação. Goiânia está um caos.


Welliton Carlos – É isso que ele tem feito?
É evidente. E a prefeitura tem dinheiro. Eu reclamei dos jornalistas. Acho que falta uma matéria investigativa sobre a verdade da prefeitura. A prefeitura, hoje, tem em caixa quase um bilhão de reais. Sabiam disso?


Helvécio Cardoso – Conte-nos.
Kajuru – É dinheiro que o sr. Iris vem guardando. É dinheiro que o sr. Paulo Garcia, lá atrás, solicitou através de convênios e empréstimos. Só para asfalto: 100 milhões de dólares! Dinheiro que já está em caixa. Para onde vai este dinheiro? Não há dúvida de que existe uma preocupação com o ano que vem. Não há como, hoje em dia, o gestor público pensar em ano eleitoral.


Welliton Carlos – Ele estaria se armando para as eleições?
Kajuru – Ele está pensando é no ano eleitoral. Goiânia vai ficar um ano parada esperando o ano que vem. E ele vai chegar e se apresentar como o Bem Amado, que cumpriu todas as suas promessas, mais até do que prometeu, pois ele vai ter dinheiro em caixa. Mas essa não é a Goiânia que o goianiense quer. O goianiense quer a cidade hoje.


Hélmiton Prateado – O senhor diria que ele está se preparando para ser candidato a governador? 
Kajuru – Ele está se preparando para o que vem por aí em 2018. Ou para ele próprio ou para aquele que ele quer que seja o candidato dele.


Welliton Carlos – Quem seria o candidato dele? 
Kajuru – Hoje, o candidato dele é o Ronaldo Caiado. Publicamente, ele não se define nem pró-Caiado nem pró-Daniel. Mas quem conhece o velho Iris sabe que ele não é pró-Daniel Vilela.


Welliton Carlos – Explique melhor.
Kajuru – Existe, da parte de Iris, rancores, mágoas, más lembranças do clã Vilela…


Welliton Carlos – Dos grupos do PMDB, os Vilela foram os que menos traíram ele.
Kajuru – Mas o sr. Iris não acha isso. Ele acha que sempre foi traído pelos Vilela, dede 1998. Ele debita as derrotas dele às insistências de Maguito, que não queria ser candidato e obrigava ele, Iris, a ser. E acaba entrando em fria.


Welliton Carlos – O senhor pretende mesmo ser candidato a senador?
Kajuru – Sim. Ao Senado. É o que deseja a sociedade goiana. Fiz uma pesquisa em 60 municípios e a sociedade diz isso. Não vou contrariar a sociedade. E não tenho compromisso com Iris, com Caiado… não preciso de nenhum deles.


Welliton Carlos – Mas vai precisar de uma boa estrutura para se eleger senador…
Kajuru – Não acredito nisso. Tenho certeza que consigo mostrar para a sociedade goiana que posso fazer uma campanha para o Senado, mas gastando como candidato a vereador. Por exemplo, eu não vou pegar avião para ir ao interior. Eu vou à rodoviária e pego um ônibus de linha. Desço na rodoviária da cidade e me dirijo às pessoas.


Welliton Carlos – O senhor é um político de internet, de Facebook, ou conversa diretamente com as pessoas? 
Kajuru – Eu sou um político de rede social, que é a melhor maneira de interagir com as pessoas, sem precisar de uma baita estrutura financeira para se chegar até elas, nos 246 municípios. Mas não devemos ser hipócritas. Para se chegar, em pessoa, nos 246 municípios, é preciso uma estrutura financeira que eu não tenho e não quero ter.


Helvécio Cardoso – Campanha pobre, então? 
Kajuru – Vou informar a vocês, em primeira mão: Recebi visita de um empresário em Goiás que me disse ter 20 milhões de reais para gastar na minha campanha ao Senado. Eu perguntei a ele: “como é que eu vou lhe devolver este dinheiro?”.


Helvécio Cardoso – Qual é o nome dele? 
Kajuru – Não vou dizer porque seria indelicado. Mas fui categórico com ele. Não aceito.


Helvécio Cardoso – Para encerrar…
Kajuru – O que eu quero dizer é que aquele Jorge Kajuru do rádio, do jornalista lá atrás, isso aí morreu quando eu encerrei minha carreira radiofônica. Eu tenho consciência de todos os erros que cometi. Eu entrei na vida pública para fazer a diferença, como eu fiz no rádio e na televisão, começando pelo respeito que eu tenho pelo dinheiro público… eu sou o único parlamentar no Brasil que abriu mão de todas as regalias, pois delas não preciso. E vocês, infelizmente, nunca informaram isso, nem Helvécio, nem Hélmiton Prateado, nem Helton Lenine, nem Welliton Carlos… nenhum jornalista de Goiás informou.


Helvécio Cardoso – Alto lá! Isso aí saiu no Diário da Manhã!
Kajuru – Não. Não saiu que eu abri mão de tudo, até de salário…


Helvécio Cardoso – O senhor não está lendo o Diário da Manhã.
Kajuru – Leio todo dia!


Welliton Carlos – Saiu, inclusive, na edição on-line do DM.
Kajuru – Olha, vocês não imaginam como se gasta dinheiro ali na Câmara com coisas banais. Aos sábados, feriados, domingos, vereador recebe jornal em casa. Eu tenho um aparelho celular que me dá as manchetes todos os dias. Olha, o que se gasta com a classe política é o que causa indignação. É por isso que a desconfiança é grande. Se um político, em um restaurante, pede um vinho, na mesa ao lado as pessoas vão logo dizendo: “Nós é que estamos pagando o vinho”. No meu caso, quem paga meu vinho sou eu mesmo, meus patrocinadores nas redes sociais, minhas palestras, meus lotes…


Helvécio Cardoso – E o senhor acha que isto deve ser amplamente divulgado? Isso é demagogia. Ou não é?
Kajuru – Adoro ouvir uma pergunta dessas. Se isso for demagogia, eu queria que todo político fosse demagogo.


Helvécio – Ninguém diz que abrir mão de regalias seja demagogia. Alardear isso, trompetear isso para a sociedade é que é demagogia.
Kajuru – Discordo. A sociedade vendo isso… muitos parlamentares podem mudar de opinião…


Hélmiton Prateado – Qual seu candidato ao governo de Goiás?
Kajuru – Eu, por enquanto, como vereador, penso exclusivamente sobre Goiânia, 24 horas por dia. Vou tomar esta decisão no ano que vem. Vou aguardar as propostas dos candidatos. Qual é o candidato que tem proposta para Goiás? Eu ainda não vi proposta. Eu vejo uma briga em torno de pesquisas que não têm credibilidade. Alguém acredita que José Eliton tem 20%? Alguém acredita que Daniel tem 28%? A sociedade não está pensando em eleição para governador. Ela está pensando no momento em que vive o País, na crise econômica, nos 14 milhões de desempregados, nas 200 mil empresas falidas. Ninguém está pensando em governador. Isso é assunto da mídia.


NOVO KAJURU
Sóbrio, focado, intensa fiscalização das ações do Executivo, autocrítica diuturna e prestação de contas de todos os seus atos na sua função pública. Ele também abriu mão de todas as regalias e do salário que o mandato parlamentar lhe outorga; se chegar ao Senado, ele quer repetir seu exemplo local para o mundo político nacional


Jornalistas Helton Lenine, Helvécio Cardoso, Welliton Carlos
e Hélmiton Prateado entrevistam o vereador

“Existe uma posição minha, política, de oposição a muitas ações do governo dele. Do ponto de vista pessoal, acabou. Não existe mais nada!” 
  A segurança pública em Goiás, por exemplo, é uma mentira. Admito que a intenção do governador foi a melhor ao nomear o novo secretário de Segurança Pública, mas vejo que o secretário é completamente despreparado. Ele está perdido” 
 Consigo mostrar para a sociedade goiana que posso fazer uma campanha para o Senado, mas gastando como candidato a vereador” 
O candidato dele é o Ronaldo. Publicamente, ele não se define nem pró-Caiado, nem pró-Daniel, mas quem conhece o velho Iris sabe” 

- Com DM Digital.

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